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Moradores de Surpresa reclamam do descaso do poder público com o posto de saúde


O site Guajará noticias publicou no inicio da tarde desta segunda-feira (30) que a população de Surpresa, distrito de Guajará-Mirim, tem encontrado muita dificuldade para ter atendimento médico nas unidades de saúde municipais. No último sábado do ano, um indígena da Aldeia Ricardo Franco, no Rio Guaporé, foi picado por uma cobra venenosa.

Imediatamente, o indígena foi levado para o Posto de Saúde do distrito, a fim de que pudesse receber os primeiros socorros. Entretanto, para surpresa dos indígenas, no local não havia nenhum profissional da Saúde para prestar os primeiros socorros e, em seguida, encaminhá-lo ao Hospital Regional em Guajará-Mirim.

Segundo informações prestadas por diversos moradores daquele povoado, que está distante 200 quilômetros da sede do município, à margem esquerda do rio Guaporé, onde só se chega por barco ou avião, o jovem indígena picado por uma cobra venenosa, correu risco de morte.

O principal motivo da revolta da comunidade deve-se ao fato de que na Unidade de Saúde local existe o antídoto para esses casos, porém não tem nenhum profissional capacitado para administrar o medicamento, o que configura um grande descaso, tendo em vista a distância para a cidade. Pelas informações que tivemos, é possível que a unidade de atendimento do distrito tenha sido fechada em virtude dos festejos de fim de ano, mas essa medida pode trazer sérios prejuízos à população.

O atendimento à saúde é uma prioridade básica, constitucional e fundamental. Não se pode aceitar que uma unidade de saúde tão necessária fique fechada, enquanto a comunidade sofre as consequências. Ainda que não houvesse os trabalhos de rotina e a abertura semanal do posto de saúde, deveria ter um serviço de plantão para atender os casos de emergência, como picada de animais peçonhentos, visto que neste período de chuvas intensas eles costumam aparecer com muito mais frequência, principalmente em lugares mais distantes do setor urbano. Vale registrar que, poucos dias atrás, uma profissional de saúde decidiu se mudar do distrito, alegando perseguição política.

Como ela prestava um serviço relevante, a comunidade acabou penalizada e nenhuma medida administrativa foi adotada pela administração municipal para resolver o problema. Ao deixar o distrito, a servidora reclamou do descaso e da falta de apoio por parte do Secretário de Saúde à comunidade do distrito de Surpresa. Outro registro importante é que existe no local uma boa estrutura construída pelo governo do estado e que, segundo informações da comunidade, deveria ser mantida pelo município, mas infelizmente não funciona. 

Nenhuma autoridade municipal esclareceu as razões pelas quais a unidade de saúde não atende a comunidade. Este fato é realmente lamentável, porque as dificuldades de viver em um local tão distante da cidade são aumentadas pelo abandono das autoridades. Uma prova clara do abandono é que, há cerca de um ano e oito meses, a voadeira que deveria atender a comunidade, e que foi adquirida exatamente para o transporte de pacientes, não tem sido utilizada.

As pessoas da comunidade que fizeram uma parceria para atender esse serviço afirmam que estão à disposição, mas não entendem por que o serviço foi cortado, já que é fundamental para a comunidade. No caso do indígena picado pela cobra venenosa, a CASAI, órgão da FUNAI que atua na saúde indígena fez o transporte até a cidade, porém os problemas têm sido constantes, visto que a população do distrito tem centenas de pessoas que não são indígenas e que precisam do atendimento dos setores municipais de saúde.

Caso a situação não seja resolvida, e a administração municipal não adote nenhuma medida de emergência, certamente haverá casos de pessoas que irão a óbito pela falta de atendimentos básicos, situação realmente lamentável.

Fonte: Guajará Notícias

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