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Agora Guajará: Relatório sobre rebelião em Guajará aponta que Policiais Penais trabalham no limite


A rebelião na Casa de Prisão Albergue Masculino de Guajará-Mirim que aconteceu domingo e terminou na manhã de segunda-feira, com apoio do Grupo de Ações Penitenciárias Especiais.

Trouxe resultados, que foram apresentados em um relatório encaminhados a Secretaria de Justiça de Rondônia, os estragos incluem 13 portões danificados, 01 janelão arrancado, 16 cadeado grandes estourados, várias paredes dos banheiros destruídas, 01 freezer queimado, vários colchões rasgados e queimados, instalação elétrica das celas comprometidas e paredes das celas perfuradas com buracos interligando pavilhões. 

O relatório informa que não houve mortos nem feridos, neste informativo o diretor da unidade, trás detalhes sobre as 6 horas de tensão que viveram os policiais penais de plantão para evitar que a movimentação dos internos num presídio superlotado avançasse para tragédias de grandes proporções.

O documento diz que Casa de Prisão Albergue Masculino de Guajará-Mirim, tem estruturas precárias e antigas, deveria comportar 161 encarcerados, mas tem 231 apenados. 

Quando a rebelião foi iniciada, na noite do domingo, os policias penais tiveram que agir rápido, com critérios e executando procedimentos protocolares de segurança e ordens superiores para impedir que os rebelados dominassem todo o espaço e passassem a ter o controle da situação fazendo reféns.

Foram 6 horas de tensão e ação até a chegada do Grupo de Ações Penitenciárias Especiais, que havia sido acionado e se dirigia da base em Porto Velho para Guajará.

O grupo de plantão, foi apoiado pelos diretores, que adentraram nos pavilhões A e E, conseguindo conter presos e resguardar a vida de apenados do “seguro” (que sofrem ameaça de outros presos) e transferiram os do grupo de risco para o Celão 3.

Ainda foi realizada a contenção do tumulto no Pavilhão D, onde contiveram os rebelados colocando-os no banho de sol. E tiveram êxito na operação que culminou com o isolamento do homem apontado como cabeça do movimento.

O homem apontado como o mentor da rebelião, confessou ao diretor Geral da do presídio e isso consta no relatório que é líder da facção criminosa Comando Vermelho  na cidade Guajará-Mirim, e que formou vários apenados dentro da unidade prisional, essa facção tem um tesoureiro e um doutrinador que lhe dão suporte e que tudo dentro da cadeia passa por sua supervisão.

Também consta no relatório que o referido apenado fez ameaças aos servidores e afirmou ter acesso à informação do endereço residencial de cada policial penal que trabalha no presídio de Guajará-Mirim.

Com o passar das horas, a situação ia ficando cada vez mais tensa. “Foi à madrugada mais longa da minha vida”, disse um servidor. A luta dos policias do plantão agora era para frear o avanço da rebelião e se livrarem de serem feitos reféns pelos criminosos.

O presídio com 231 presos já estava com celas interligadas do pavilhão B ao D.  “Os apenados dos pavilhões B e C estavam fora das celas, o que seria um risco para a integridade física dos policiais penais, uma vez que não haviam equipamentos e nem munição anti motim para uma intervenção”, consta no relatório.

A quantidade de servidores que havia na unidade era insuficiente, para conter uma rebelião, os servidores, inclusive, chegaram a fazer contato com outras unidades da região solicitando que cedessem equipamentos, incluindo extintor de incêndio.

A chegada dos policiais penais do GAPE foi por volta das 5 horas da segunda-feira, quando realizaram a intervenção nos pavilhões B, C e D. Todos os apenados foram colocados no banho de sol para conferência, identificação dos responsáveis pelo movimento, avaliação dos danos causados na estrutura física, limpeza do local e conserto celas.

Durante a ação de intervenção nenhum apenado ficou ferido. Ao ser realizada revista minuciosa nas celas, com o apoio dos policiais do plantão, foi encontrado um aparelho celular que foi encaminhado para perícia.

Logo após a rebelião, a assessoria jurídica do sindicato dos policiais penais (SINGEPERON, através dos advogados Alexandre  Bruno e Maurício Filho, estiveram in loco na unidade prisional de Guajará Mirim, quando verificou a real situação da unidade prisional e ouviram servidores, que expuseram que a unidade não oferece as condições mínimas de trabalho, em virtude do estado de precariedade da estrutura física, que precisa ser imediatamente interditada.  

Os representantes jurídicos destacam que o Ministério Publico de Guajará-Mirim, solicitou junto a direção do Presídio informações para subsidiar o inquérito Civil Público, para instruir uma Ação Civil Pública, visando a interdição da unidade prisional, por concluir também que a unidade não ter mais condições mínimas de segurança.

Outro pedido é em relação ao baixo efetivo que faz com que os policiais trabalhem no limite da segurança - problema que se agrava com o afastamento de servidores com sintomas de Covid-19. Cinco casos já foram conformados na unidade de Guajará. Os policias penais pedem providências para que seja resolvido.

Os servidores ainda pedem o fornecimento, por parte do Estado, de equipamentos de segurança em quantidade suficiente, como spagedor, munição antimotim algemas com chaves, água potável (pois, a água ingerida é de um poço, artesiano não tratado), lanternas, capas de chuvas, tonfa e cadeados.

A recente rebelião evidenciou o risco ao qual esses servidores estão expostos. Eles são preparados para enfrentar sinistros como esses a qualquer momento. Porém, estão sem poder contar com as condições necessárias de segurança.

Fonte: Assessoria

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